Os pontos de contacto com as anteriores gerações do modelo estão presentes na Starex que surge com o estilo robusto que tem caracterizado a marca mas também com evidentes melhorias em termos aerodinâmicos.
Em termos de estilo exterior destaque para a grelha dianteira e os faróis de grande dimensão que revelam um veículo com um cuidado estético mais apurado com linhas fluidas que se prolongam até à traseira com os farolins colocados numa posição elevada permitindo maior protecção nas pequenas colisões. Possui duas portas laterais de correr que facilitam o transporte de carga e de passageiros e um portão traseiro basculante. Em função das necessidades específicas de cada cliente é possível optar por duas portas traseiras de abertura lateral a 90º e a 180º.
Apesar do aspecto compacto revela dimensões generosas e uma manobrabilidade excepcional devido ao raio mínimo de viragem de 5,6 metros.
São propostas versões de três (van) e seis lugares onde é dada elevada importância ao conforto dos passageiros, assim como, ao amplo espaço para transporte de carga. Existe ainda um modelo de nove lugares que aguarda homologação no mercado português não estando ainda disponível devido a questões de índole burocrática.
Encontra-se equipada com o novo motor 2.5 litros CRDi turbo-intercooler com permutador de calor e injecção directa, de segunda geração garante índices de potência significativos e uma economia de combustível assinalável. Estas características permitem-lhe debitar 136 cv às 3800 rpm e um binário de 343 Nm entre as 1750 e as 2500 rpm, números que ilustram uma grande capacidade de mobilidade, mesmo em situações de carga plena. A caixa de cinco velocidades é manual.
A tracção é feita às rodas traseiras para optimizar a distribuição de peso e o equilíbrio dinâmico em todas as situações. O novo chassis inclui à frente
uma suspensão do tipo McPherson de rodas independentes e um eixo rígido com molas de lâminas progressivas. Graças a esta configuração a nova Starex revela um comportamento interessante com ou sem carga, mantendo níveis de conforto elevados.
E porque estamos a falar de um veículo com vocação profissional importa realçar o comprimento total que atinge os 5.125 cm e a largura de 1,920 metros. A capacidade de carga situa-se entre os 4300 litros ou 987 Kg para a versão Van de três lugares e os 2500 litros ou 984 kg para o modelo de seis passageiros.
Culto do conforto
O interior apresenta-se espaçoso e ergonómico proporcionando um agradável ambiente a bordo para quem viaja em trabalho ou lazer.
O design do painel de instrumentos corresponde às mais recentes tendências neste domínio, sendo de salientar a alavanca da caixa de velocidades convenientemente posicionada na consola central. Possui duplo porta-luvas e numerosos espaços de arrumação num interior concebido para quem trabalha, sem esquecer a função de transporte de passageiros.
A versão Van (três lugares) dispõe de um nível de equipamento entre os mais completos da classe abrangendo regulação do volante em altura, vidros eléctricos com função automática para a janela do condutor, espelhos exteriores com regulação eléctrica, painel de instrumentos com conta-rotações, separação da zona de carga e de passageiros em metal com janela para o interior, piso de carga protegido com vinil, ar condicionado, travagem ABS com distribuidor automático da força de travagem (EBD), fecho centralizado de portas com imobilizador e faróis de nevoeiro, rádio CD e MP3, com sistema "bluetooth".
À carroçaria de seis lugares acresce o airbag para passageiro e os espelhos retrovisores eléctricos aquecidos.
A Hyundai Starex oferece cinco anos de garantia e um programa de assistência em viagem 24 horas.
Veiga de Macedo
"A Hyundai é uma marca esquecida em Portugal"
Já disponível no mercado nacional a nova Hyundai Starex consubstancia o espírito da marca coreana que prossegue no processo de afirmação em território luso, conforme explicou o director geral do Entreposto VH, à EUROTRANSPORTE. "É sempre difícil implantar uma marca pequena, num mercado reduzido como o nosso porque grande parte das vezes não consegue fazer vingar face ao sistema de impostos que temos limitando a respectiva diferenciação em termos de preço que existe ab initio. Por exemplo, o nosso SUV Vera Cruz, na Europa ix55, é comercializado por cerca de 75 mil euros, em contrapartida o Audi Q7 custa 90 mil, se verificarmos os preços base é capaz de haver uma diferença entre 50 a 80 % mas no final, devido aos impostos aplicados indiscriminadamente da mesma maneira, acaba por resultar numa diferença de 30%, obviamente que as pessoas acabam por preferir as marcas de nome. O sistema de impostos não tem respeitado as capacidades que os próprios construtores têm de produzir mais barato. Apesar disso, a Hyundai tem conseguido, desde a sua chegada ao mercado nacional, alcançar um conjunto de vendas notável, ao longo dos anos foram realizados investimentos em novos produtos, em novas fábricas e na qualidade. É uma marca esquecida em Portugal mas ocupa uma posição de destaque a nível mundial". A aposta em mercados emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil tem funcionado como salvaguarda para o actual momento de crise e deixando antever um futuro auspicioso, "pois estamos a falar de 2,3 mil milhões de potenciais consumidores em toda a região asiática onde estamos particularmente bem posicionados. No meu ponto de vista vai surgir como uma das grandes marcas das próximas duas décadas, nomeadamente pela evolução dos produtos de gama alta".
O construtor coreano está empenhado no acompanhamento das novas tendência ditadas pelas tecnologias de protecção ambiental, estando previstos vários híbridos e diversos protótipos. "Foi analisada a possibilidade de introduzirmos no mercado nacional um veículo híbrido (GPL/eléctrico), contudo, em Portugal existem uma série de restrições em relação aos carros a gás. Está desenvolvido e já foi apresentado e não sei se será comercializado nos próximos meses mas estará disponível a nível experimental, referiu Veiga de Macedo.
Após o sucesso alcançado pela anterior geração Starex que atingiu vendas anuais entre as duas a três mil unidades ano em Portugal, cumpre ao novo modelo enfrentar uma conjuntura adversa, " ficaria satisfeito se atingíssemos vendas entre 400 e 600 unidades no próximo ano. Não sei se será possível falta-nos ainda a versão de nove lugares. Para nós o mais importante é voltarmos ao segmento dos veículos comerciais do qual estivemos arredados. Tenho insistido com os responsáveis, de que já devíamos estar a fazer bem melhor neste segmento porque eles são bons produtores poderiam estar a fabricar pequenos e médios comerciais", concluiu Veiga de Macedo.