Ocupa a posição de líder do mercado de comerciais ligeiros na Europa Ocidental desde há 12 anos, e pretende consolidá-la apesar do momento adverso que ditou uma quebra generalizada das vendas.
A Renault lança esta forte ofensiva e reforça a oferta neste segmento onde passa a disponibilizar veículos com capacidades que oscilam entre os 2m3 e os 22m3. Difícil será não encontrar uma solução adequada, neste vasto leque de opções.
O grande protagonista desta renovação é o Master que surge com novo design e estreia o motor 2.3 dCi que incorpora a filosofia "downsizing", uma forma económica e acessível de limitar as emissões CO2, reduzir a cilindrada do propulsor mantendo excelentes desempenhos. Substitui o 2.5 dCi e apesar de apresentar menos 200cm3 de cilindrada possui um binário mais elevado (até 30 Nm). Os benefícios reflectem-se também numa redução no consumo entre 1l/100km e 2,7 L/100km (nas versões de tracção traseira), comparativamente com a anterior geração. Diminui também as emissões poluentes em cerca de 10 por cento.
A chegada ao mercado português deverá acontecer no mês de Junho, estando disponível toda a gama, à excepção das versões chassis curto e tecto baixo, tal como as de passageiros que só serão comercializadas a partir de Novembro. Os preços serão similares aos da gama actual.
No que se refere ao novo Trafic Fase 3, as maiores alterações ocorreram no interior que foi objecto de modernização visando melhorar o conforto e ergonomia. Equipado com o motor 2.0 dCi, passa a oferecer consumos mais reduzidos estando disponível com filtro de partículas.
A comercialização do nosso país deverá ter início no próximo mês de Junho.
Por fim, o novo Renault Kangoo Express Maxi apresenta uma distância entre eixos ampliada em cerca de 40cm o que representa um volume útil até 4,6m3 e um comprimento de carregamento de 2,10m.
Proposto em versões de dois e cinco lugares, tem estreia marcada em Portugal já em Maio.
A EUROTRANSPORTE esteve em Nice (França) para assistir a esta apresentação, onde nos foi concedida a possibilidade de efectuarmos o primeiro contacto ao volante com os novos modelos.
Renault Master
Nas versões testadas (propulsão e tracção dianteira) ficamos particularmente agradados com os índices de conforto a bordo e a facilidade de condução mesmo no caso do L4, que apesar do comprimento (6,848mm), revelou-se extremamente fiável. Outro aspecto positivo foi a performance do motor 2.3 dCi, de 125 cv que graças ao binário de 310 Nm disponível a partir das 1250 rpm possibilita óptimas recuperações a baixos regimes.
Existem ainda mais dois níveis de potência de 100 cv com binário máximo de 280 Nm a partir das 1250 rpm, e 150 cv que desenvolve 350 Nm às 2750 rpm.
O novo bloco cumpre os requisitos da norma Euro 5, estando instalado transversalmente nos veículos de tracção dianteira e longitudinalmente nas de tracção traseira (propulsão), assentando este último numa estrutura autoportante (chassis integrado na carroçaria) que permite aumentar a carga útil e aligeirar a viatura.
A caixa manual de seis velocidades é proposta de série em todas as motorizações, tal como o indicador de mudança de relação.
Os consumos divulgados situam-se nos 7,1 l/100 km (variante de chassis curto), enquanto no modelo central da gama (L2H2) começam nos 7,8 l/100 km. Está habilitado a percorrer aproximadamente 1.400 quilómetros com um depósito, mais 200 km que os seu antecessor.
O Master propõe mais de 350 versões, abrangendo 70 carroçarias (furgão, combi, autocarros, chassis-cabina e dupla cabina, pavimento cabina, cestos basculantes, cabinas aprofundadas e grandes volumes). A oferta abrange quatro comprimentos de chassis, sendo de salientar o novo L4 (volume útil até 22m3), três distancias entre eixos, três alturas de tecto, variantes de tracção dianteira e traseira (rodado simples ou duplo) e quatro pesos brutos: 28t, 3,3t, 3,5t (rodado simples e duplo) e 4,5t (rodado duplo). Os doze volumes de carga nos furgões vão dos oito aos 22m3.
A Renault Portuguesa vai passar a assumir a responsabilidade de homologar as transformações e adaptações da carroçaria, neste veículo que se coaduna com múltiplas utilizações
Em termos estéticos o novo Master revela inspiração nas linhas estilísticas dos comerciais ligeiros da marca gaulesa que se caracteriza por um design expressivo, com um capot mergulhante, grandioso pára-choques e barras de protecção laterais.
A grande preocupação focalizou-se no interior onde houve o cuidado de introduzir elementos de conforto similares ao de um veículo de passageiros. O ambiente a bordo pretende proporcionar as condições necessárias a um bom desempenho profissional, através da ergonomia do posto de condução que permite a regulação do banco e do volante. O habitáculo dispõe de mais 5,7cm com intuito de facilitar a acomodação de pessoas de alta estatura.
Pela cabina estão distribuídos numerosos espaços de arrumos, onde se destaca ainda uma prateleira para documentos escamoteável sobre o tablier e uma pequena mesa de trabalho colocada nas costas do banco do meio. Encontra-se dotado de novo equipamento áudio e sistema de navegação Carminat Tom Tom, posicionado na parte superior do tablier.
O conforto térmico está assegurado pelo ar condicionado regulável com repartição eficaz, enquanto em termos acústicos importa salientar o nível de insonorização do habitáculo.
Da gama de acessórios fazem parte a câmara de marcha-atrás, que será integrada na pala contra o sol, alarme com sensores de movimento, galeria de tecto e apoio para extintor.
A segurança é uma das prioridades da Renault e o Master pretende ser uma referência neste domínio, para tal dispõe de airbags frontais e laterais para condutor e passageiro, cintos de segurança com pré-tensores e limitadores de esforço.
Todas as versões encontram-se equipadas com ABS de última geração com repartidor de travagem e sistema de ajuda à travagem (EBA). As de tracção traseira possuem, de série, ESC adaptativo (controlo electrónico de estabilidade) em função da carga e antipatinagem ASR.
A aposta da Renault nesta matéria traduziu-se num aumento da capacidade de travagem que passou a ser de 44 metros nas versões de tracção dianteira e 46m nas de tracção traseira.
Renault Trafic
No ano de 2009, o Trafic obteve uma quota de mercado de 13,5% na Europa.
Neste novo modelo a renovação centrou-se essencialmente no interior, no intuito de dar uma resposta mais adequada às exigências dos clientes, quer sejam profissionais ou particulares.
Um dos principais critérios inerentes à aquisição de um veículo comercial, consiste na avaliação da durabilidade e nesta matéria o Renault Trafic tem provas dadas, para tal dispõe de um design fluido, motorizações potentes e silenciosas, avançados equipamentos tecnológicos e níveis de conforto e de segurança dignos de uma berlina.
Na cabina destaca-se, desde logo, o novo painel de instrumentos que foi redesenhado para acomodar locais de arrumos úteis e ergonómicos, passando a integrar mais espaços na consola central e sobre o porta-luvas.
Para melhorar o conforto a bordo foram introduzidos equipamentos provenientes dos veículos de passageiros, como o ar condicionado regulável, sistema de navegação Carminat Tom Tom, nova gama de rádios CD MP3 e regulador/limitador de velocidade com comandos no volante.
A motorização 2.0 dCi oferece dois níveis de potência: 90 cv com um binário de 240 Nm/1500 rpm, consumo em circuito misto de 7,4 l/100km e emissões de CO2 de 195g/km; versão de 115 cv desenvolve um binário de 290 Nm/1800 rpm apresentando um consumo misto de 7,4 l/100km, o que representa uma redução de 0,8 l/100km comparativamente com a geração anterior.
Ambos os modelos estão disponíveis com um filtro de partículas e caixa de seis velocidades. Existe ainda o motor 2.5 dCi com uma potência de 150 cv.
Verificou-se um aumento do binário em 20 Nm na versão de 90 cv e 10 Nm na de 115 cv em relação ao antigo Trafic.
Renault Kangoo Express Maxi
Surgiu no mercado em 1997 e tem feito história devido aos mais de 1,6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Até agora encontrava-se disponível com dois comprimentos, o Kangoo Express (4,12m e um volume de carga de 3 a 3,5m3) e o Express Compact (3,83m para um volume de carga de 2,3 a 2,8m3). A gama passa agora a dispor de três comprimentos graças ao novo Express Maxi com 4,60m e 4 a 4,6m3 de volume de carga. Propõe mais 40cm de distância entre eixos e + 1m3 de volume útil, podendo transportar até 800 kg e rebocar 1,05 toneladas.
O comprimento de carga atinge um máximo de 2,10m, colocando-o numa posição de destaque neste segmento.
Vocacionado para uma utilização profissional, tem como pontos fortes a modularidade e conforto. Está disponível em versões de dois lugares (furgão) e cinco lugares (combi), nesta última apresenta 1,33m (2,20m com banco rebatido) de comprimento de carga e um volume de 3,4m3 e 740 kg.
Pode assumir diversas configurações, devido ao banco traseiro rebatível.
Encontra-se equipado de série com porta lateral basculante, lado direito, enquanto a esquerda surge como opção.
No Renault Kangoo Express Maxi foi introduzido o conceituado motor diesel 1.5 dCi (85 e 105 cv) que proporciona consumos reduzidos e simultaneamente baixos níveis de emissões poluentes, cumprindo a norma Euro 4.
A versão de 85 cv com um binário de 200 Nm às 1900 rpm, gasta 5,3 l/100km em circuito misto e menos de 6 l/100km em ciclo urbano, pode ser aplicado aos modelos de dois e cinco lugares. Emite 140g de CO2/km o que lhe vale a distinção com a assinatura Eco2.
Para quem pretende um veículo mais potente é possível optar pelo bloco de 115 cv e um binário máximo de 240 Nm às 2000 rpm.
O novo Kangoo Express Maxi adapta-se a diversos tipos de aplicações, podendo ser utilizado para transporte isotérmico, como oficina, para actividades artesanais, transporte de deficientes, entre outras.